Denúncia de trasnfobia e assédio moral

por ktsena — última modificação 03/05/2022 14h38

Aos vinte nove dias do mês de abril de 2022, eu Andréia Rodrigues Bedin, concursada, Auxiliar de Consultório Dentário, matrícula número 1001-2, fui vítima de uma acusação infundada, feito pela estagiária de Odontologia, Milena Menezes, de assédio sexual. Fui surpreendida pela "visita" do chefe da Divisão de Saúde, Paulo Roberto Machado Santana, às 16:15 na Unidade de Saúde José Valle de Matos, no bairro São José, Pedro Leopoldo. Na ocasião, ele me comunicou, de forma bastante ríspida, que eu a partir da próxima segunda-feira, 02/05/2022, estaria lotado na Lagoa. Pedi para explicar o ocorrido, a situação, enfim, a minha palavra na história. Qual não foi a minha surpresa, quando o senhor Paulo Roberto, rispidamente, respondeu-me:" nem quero te ouvir" e rapidamente saiu da unidade, me deixando atônito. Estava presente na situação, a também auxiliar de consultório dentário, Hélen, que igualmente a mim ficou sem ação. O motivo dessa denúncia, é que fui vítima de transfobia, pois sou "homem trans", cujo nome social é Andrei Miguel. Gostaria ainda de relatar que jamais faria o ato de assediar alguém, principalmente no meu local de trabalho, pois levo a minha profissão muito a sério. A denúncia é infundada, pois tenho testemunhas, de quê nada fiz. Em outras ocasiões, já sofri assédio moral do senhor Paulo Roberto. Fiquei nessa ocasião bastante abalado. Não fiz antes a denúncia , porque pensei que ele não iria continuar para sempre no cargo, porque ele "está " chefe de divisão e eu "sou" concursado. Reitero ainda que hoje exatamente nessa data, 02/05/2022 eu completo 9 anos de prefeitura, com muita honra , pois amo minha profissão. Ao fazer uma denúncia sem fundamento algum, a senhorita Milena Menezes, colocou-me em risco, pois o crime de transfobia no Brasil é alto. Nosso país está , há 13 anos no topo da lista dos países que mais matam pessoas trans. Suponhamos que ao me "denunciar" infundadamente, a senhorita Milena, comentasse o ocorrido com um primo violento, um namorado nervoso ou um pai intolerante e a pessoa resolve vir até mim tirar satisfações e me assassina, como ficaria minha mãe, meu irmão que é autista? Foi grave a situação. Corri risco de morte e ainda corro risco. Portanto, venho pedir a apuração correta dos fatos e a punição dos culpados para que não tenhamos novamente um fato vergonhoso desses na nossa prefeitura. Desde já obrigado.

: 02/05/2022 17h23
: Denúncia
: Ouvidoria
: 20220502172317
: Tramitando

Respostas

1

: ktsena
: 03/05/2022 14h38
: Tramitando

Andréia,

Boa Tarde!!!

Acusamos recebimento da sua denúncia, estamos analisando e adotaremos devidas providências.
Encaminhamos ao Jurídico da casa legislativa para apreciação.
Entraremos em contato para ouvir as partes.

Agradecemos seu contato.

Kátia Sena
Diretora do CAC
(31)3665-5585

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